1ª Bienal do Livro de JF segue até domingo com programação diversificada

1ª Bienal do Livro de JF segue até domingo com programação diversificada

Após a solenidade de abertura, que marcou oficialmente o início das atividades da 1ª Bienal do Livro de Juiz de Fora, na terça-feira, 14, teve início a programação cultural do evento. A Bienal vai até o dia 19 de junho, no Independência Trade Hotel, e a expectativa é de 60 mil pessoas passem pelo local. Confira um balanço do que aconteceu até agora e as atrações planejadas até domingo. A programação completa está disponível em http://www.bienaldolivrojf.com.br/. A entrada no evento é gratuita.

Domingo, 19


No domingo, o destaque fica para a presença da autora Carina Rissi, da série "Perdida", dos romances "Procura-se um marido", "No mundo da Luna" e "Mentira Perfeita". Ela participa de bate-papo literário às 17h30. Haverá também manhã de autógrafos, às 10h, com Flávia Cipriani; bate-papo com Yohana Sanfer e Augusto Alvarenga, com o tema "do Blog ao livro"; e palestra sobre "Prazer em conhecer Murilo Mendes", com Maria Helena Sleutjes. O último dia da Bienal conta ainda com a mesa redonda com tema “literatura pra quê?” com participações de Cida Schmitt, Moema Mendes, Altamir Andrade e Nicéa Helena.

Sábado, 18


A programação de sábado, 18, tem como destaque um bate-papo literário com a escritora Patrícia Barboza, da série adolescente “As M.A.I.S.”, às 16h. Também participam de bate-papo os autores Iris Borges (lançando "Rosa Morena) e Álvaro Modernell (lançando "Quer conhecer o dinheiro?"), às 09h30; e José Pimentel, autor de "O Pequeno Pescador", às 11h. Estão programadas mesas redondas com as participações de André Luiz Gama, Maria Helena, Alexandre Hill, Márcio Guerra, Paulo Henriques Britto, Edmilson Pereira e Iacyr Anderson Freitas.


A segunda edição de ‘A Viagem de Mequinho ao Fundo do Poço’, do autor Marcio Marinho Nogueira, será lançada às 15h. Tendo os adolescentes como público-alvo principal, a obra possui a temática do uso problemático de drogas, com enfoque na prevenção. Por meio de textos breves e ilustrações interativas, o leitor é convidado a fazer uma "viagem" educativa pelo tema. Além do escritor, que também é médico com 30 anos de experiência na área da dependência química, as 120 páginas da nova edição do livro receberam a revisão técnica de outros especialistas no assunto e, ainda, uma avaliação psicopedagógica.

Sexta-feira, 17


Nesta sexta-feira, 17, às 11h, acontece a palestra e bate papo sobre "Escrevi um livro. E agora?", com Vinícius Grossos. Às 14h, a youtuber Bibi Tatto participa de tarde de autógrafos do livro Um novo Mundo. Presente no YouTube há apenas um ano, Bibi Tatto já conquistou 1,3 milhões de inscritos no seu canal, onde começou a postar vídeos sobre o famoso game Minecraft, um fenômeno da era digital. Conhecida por ser uma das principais gamers da internet, com 110 milhões de visualizações, Bibi decidiu colocar no papel seu maior instrumento de trabalho, e lança o livro “Um Novo Mundo”, pelo selo Novas Páginas. Na obra, ela apresenta uma competição entre seu avatar e do seu irmão Gagui dentro de um mundo que ela mesma criou no jogo, além de contar experiências e confusões divertidas de sua vida até os 16 anos.


Já às 15h, Thalita Rebouças, autora de "Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática", promove bate-papo e autógrafos. A Mesa Redonda "Construção de romances: românticos e dramáticos" com Maurício Gomyde e Chris Melo, será às 17h.


Às 18h30 é a vez do lançamento dos livros "Como fracassar na vida e ser infeliz no amor" e "o fim do mundo é hoje" de Gueminho Bernardes. Ainda na sexta, 19h, acontece a palestra de Marisa Pontes sobre Adélia Prado: a escritora do cotidiano; e às 20h começa a Mesa Redonda "Poesia Contemporânea: quatro autoras" com Anelise Freitas, Juliana Gervason, Laura Assis e Prisca Agustoni, com mediação de Moema Mendes.

Quinta-feira, 16


O terceiro dia da Bienal do Livro teve início com a visitação de diversas escolas da cidade e região que, além de visitar os estandes, participaram de atividades culturais. Foram realizadas oficinas de modelagem em biscuit e reciclagem de materiais, contações de histórias e uma palestra interativa sobre autoconhecimento.


As escritoras romancistas Graciela Mayrink e Marina Carvalho conversaram com os fãs à tarde. Foi um bate-papo informal, quando elas puderam responder às perguntas do público e matar a curiosidade de muitos deles. Alguns queriam saber se elas já haviam mudado o final das estórias que escreveram, quais seriam as inspirações para a composição dos textos, os horários em que preferem escrever, como funciona o processo de revisão. Na plateia, jovens que pretendem se aventurar pelo mundo dos escritores puderam ouvir das autoras dicas de como buscar o sonho de publicar um livro.


Graciela Mayrink é natural do Rio de Janeiro e cursou Agronomia na Universidade Federal de Viçosa (MG). Seu primeiro livro foi “Até Eu te Encontrar” que foi uma forma de homenagear a cidade que a acolheu por seis anos e onde passou alguns dos melhores momentos de sua vida. Marina Carvalho é mineira de Ponte Nova. Formou-se em Jornalismo pela PUC-Minas e exerceu o cargo de assessora de comunicação de uma empresa por sete anos. Hoje é professora de língua portuguesa e literatura. Mora em sua cidade natal com o marido e os dois filhos.


Ainda na quinta, a partir das 19h, a autora Nana Pauvolih comandou um bate-papo sobre literatura erótica no Auditório 1. A seguir, a escritora esteve no estande da livraria Ca D’Ori para uma sessão de autógrafos em seus livros. Logo depois, às 20h, também no Auditório 1, Dudu Monsanto, Maurício Bara e Márcio Guerra participaram da mesa redonda “Literatura e Esporte”.

Quarta-feira, 15


Na quarta-feira de manhã, a jornalista e escritora Daniela Arbex foi a primeira a ocupar o Anfiteatro 1 da Bienal. Com mediação do também jornalista Mauro Morais, Daniela conversou com os participantes sobre o tema “A arte de dar voz ao silêncio”. Uma das jornalistas do Brasil mais premiadas de sua geração, tem no currículo mais de 20 prêmios nacionais e internacionais, entre eles três prêmios Esso, o mais recente recebido em 2012 com a série “Holocausto brasileiro”.


A escritora Soraia Vasconcelos esteve presente na Bienal para um descontraído bate-papo sobre o livro “Minha Mãe é um mico”. Na obra, a autora compartilha histórias engraçadas em que os filhos se envergonham com as atitudes protetoras e exageradas das mães. Soraia também é escritora dos livros “ABC da criançada” e “ABC do Museu”.


Com o auditório lotado, o escritor Gustavo Rosseb conduziu um bate-papo sobre aventura, literatura e fantasia junto com o autor independente Hélio Rocha. Eles discutiram sobre a adequação desses temas à realidade brasileira, por meio de lendas e personagens locais. Logo depois, Gustavo recebeu os fãs e realizou uma sessão de autógrafos. Sua obra “As Aventuras de Tibor Lobato” é uma trilogia de tirar o fôlego que explora o folclore brasileiro de maneira incomum e com linguagem ágil. Em 2017, começa a produção do filme inspirado em sua obra, com direção de Diego Freitas.

Terça-feira, 14


No primeiro dia da Bienal, aconteceu a mesa redonda com a participação dos escritores Luiz Rufatto e Sheyla Smaniotto sobre “Sociedade Brasileira”, quando eles falaram sobre produção literária e conversaram com os participantes.


Sheyla, que teve seu primeiro romance, Desesterro, vencedor do Prêmio SESC de Literatura 2015, encantou o público com suas ponderações sobre o ato de escrever e a experiência da leitura: “quando você lê, está lendo muito mais sobre você mesmo do que o que o escritor colocou ali no papel”.


Luiz Rufatto, vencedor do prêmio Jabuti 2015 com o seu infantil A História Verdadeira do Sapo Luiz, concluiu: “o leitor não lê o livro que o escritor escreveu, ele lê o livro que ele quer ler. A literatura, o livro é a única arte que traz o embate de você com você mesmo”. Após a mesa redonda, Rufatto autografou o livro no stand da editora Disop.


Uma extensa programação de palestras e oficinas também movimentou o primeiro dia da Bienal. Para os pequenos, foram quatro sessões de contação de histórias com Laura Delgado (contando “A História Verdadeira do Sapo Luiz”, de Luiz Rufatto), Nilcéa Jenevaim, Dalila Rouafi (contando “Era uma Vez uma Criança Feliz” e “A Menina do Sim, o Menino do Não”), Simone Dias Luz (contando “Odetinha e a Linha Imaginária”).
Durante a tarde os participantes também contaram com oficinas, palestras e mesas redondas. A Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura foi um dos temas debatidos.

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