Síndico e suas responsabilidades

Síndico e suas responsabilidades

Vamos falar de nossa visão e sentimos, em razão de nossos estudos, além dos nossos contatos com síndicos, conselheiros, condôminos, assistindo e participando de assembleias em mais de três centenas de condomínios, além de ter atuado como síndico em condomínio residencial, comercial e misto, como também papo de rua, e-mails, telefonemas, dos quais concluímos que a falta de diálogo, planejamento, organização e visão no todo, são grandes entraves para os bons resultados nos condomínios.


É fato que a pessoa que realiza alguma ação, ás vezes ao ser questionada, recebe como algo pessoal e não como sugestão do que poderia ser feito com um método diferente, não se dando conta que se esta falando da ação, e não de quem a fez, uma vez que se busca um melhor resultado. Isto acontece porque a primeira impressão que temos quando ouvimos ou pensamos em aceitar uma pessoa, um fato ou uma circunstância, é que estamos nos submetendo ou nos subjulgando, desistindo de lutar, sendo fracos. Devemos começar a nos aceitar melhor e a aceitar uma mudança de algum aspecto de nossa vida, ou seja, de nós mesmos. Isto porque aceitação é um ato de boa vontade, de mente aberta, de sabedoria e humildade. É importante aprender que a única pessoa que podemos mudar somos nós mesmos.

Portanto, aceitar é colocar-se pronto para ver a dificuldade ou o problema de outro ângulo, sob outro prisma.


No instante em que aceitamos novas opiniões, desmaterializamos situações que foram criadas por nós, as soluções surgem na naturalidade através da intuição ou fatos que trazem as respostas. É preciso que aprendamos a controlar nossas emoções em nossos relacionamentos, desde a família, no trabalho e porque não, também nos condomínios. A grande maioria dos condôminos é omissa, o que leva pequenos grupos a assumir situações que deveriam ser de todos, pois todos pagam o rateio das contas. Os condôminos precisam tomar consciência de que precisam participar mais das atividades dos condomínios, decisões devem ser tomadas nas Assembleias Gerais, razão pela qual se pode mudar a forma de gestão. Devemos considerar que, quando um condômino não tem condições de estar presente numa assembleia, é realmente válido dar uma procuração a alguém para representá-lo.


A convivência em condomínio precisa ser pensada e repensada, e se desejamos um ambiente melhor, temos que melhorar a nós mesmos, para que os outros possam mirar em nós como exemplo. É preciso que os síndicos estejam buscado novos conhecimentos, desenvolvendo suas habilidades, buscando cursos, encontros e informações, a fim de conseguir bons resultados, pois o mito de correr atrás não funciona: na gestão condominial, principalmente as atitudes precisam proativas, uma vez que só ganham as corridas quem corre na frente.


E uma das responsabilidades dos síndicos é a manutenção do prédio como um todo e principalmente a manutenção de para-raios. É dever do síndico, fato que sem a devida vistoria no dispositivo, os raios podem danificar a estrutura do edifício e colocar em risco a segurança dos moradores. Em Juiz de Fora, especialistas calculam uma incidência de 17,03 raios por quilômetro quadrado, o que coloca a cidade entre as brasileiras de maior incidência de raios conforme estudos do grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE. Razão porque a prevenção é palavra de ordem para condomínios.


Daí podemos dizer que gerir um condomínio não é apenas pagar, receber e fazer obras, é tornar condomínio (além de oferecer sossego, saúde e segurança) sustentáveis, porque, além de um Fundo de Reserva representativo, este deve estar com os itens que necessitam de uma fiscalização constante por parte da administração em dia, ou seja, no que se refere às áreas comuns; portaria; garagem; vestiários dos empregados (feminino e masculino), escadarias, telhações. Mas é preciso também manter em dia a manutenção efetiva de elevadores, interfones, caixas d’água, antena coletiva de TV, minuterias ou sensores, portões automáticos, casa de maquinas, etc. E também das áreas de segurança: porta corta fogo, extintores, mangueiras de incêndio, para-raios, iluminação de emergência e quadro de força.

Os contratos de manutenção devem ser observados cuidadosamente, em especial quanto ao prazo de duração, forma de pagamento, tipo de serviço prestado, formas de rescisão. O síndico não pode esquecer que é atribuição sua a contratação do seguro obrigatório.

É importante que os síndicos busquem a cada dia novos conhecimentos.


Lembramos: tire sua duvida pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., que são respondidas diretamente pelo consultor Flávio Almeida Chaves Pereira.


Abraços até o próximo.

 

José Maria Braz Pereira – Consultor de Empresas

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