Aumento no número de furtos e assaltos em Torreões assusta moradores

Aumento no número de furtos e assaltos em Torreões assusta moradores

Os moradores de Torrões e de localidades próximas da região, na zona rural de Juiz de Fora, têm ficado preocupados com o aumento no número de furtos e assaltos a residências e a fazendas. O número de ocorrências teria aumentado há cerca de três meses, e, segundo o presidente da Associação de Moradores de Torreões, Carlos Manoel Gomes de Carvalho, não é só o número de assaltos que tem preocupado os moradores.
“Toda a região teve um crescimento significante de violência como assaltos, arrombamentos e chegou a ter até sequestro e cárcere privado. Na semana passada, todos os dias tivemos pelo menos uma ocorrência. Em uma delas, um senhor foi amordaçado e teve pertences e R$2 mil roubados”.
Segundo o presidente da Associação, a população cresceu muito na região nos últimos 15 anos, mas o policiamento não conseguiu acompanhar esse aumento. “Começou nas fazendas, mas a situação se estendeu para o centro do bairro, até então os casos eram esporádicos. O problema é que estamos nos mesmos moldes de 15 anos atrás. Quando acontece esse tipo de situação, tem que ligar para o 190 e esperar a Polícia Militar (PM) chegar. Em condições normais, isso acontece em, mais ou menos, 40 minutos, devido à distância do centro de Juiz de Fora”.
Para o presidente da Associação de Produtores Rurais da comunidade de Pires e presidente do Conselho Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Comapa), Isalino Clemente Pereira Filho, as conversas com a PM giram em torno de um possível aumento no efetivo de policiamento. “Não podemos falar que estamos sem segurança, mas estamos lutando pra aumentar o efetivo. Houve realmente o aumento dos crimes, que acontecem em horários em que não tem a patrulha rural, mas já tivemos uma reunião na qual reivindicamos o aumento do efetivo. Estive com 14 pessoas que são lideranças da região e, devido aos últimos acontecimentos, pedimos esse aumento”.
Segundo o comandante da 32ª Companhia de Polícia Militar, capitão Ricardo França, a PM constatou o aumento no número de ocorrências. “Houve um aumento mais relacionado a furtos de propriedades rurais e residências, além de ocorrências de roubos e furtos de criações e de outros materiais. O número de ocorrências era muito pequeno, então quando aumenta, mesmo que seja pouco, a comunidade sente e fica preocupada”.
O comandante destaca que a PM está em contato constante com a população, na tentativa de agir para solucionar a questão. “Já fizemos reuniões com moradores e proprietários de fazendas, inclusive com a participação do Comapa. Nesses encontros, conversamos sobre segurança pública, colhemos informações importantes e mostramos a importância de autoproteção. Constatamos que vários desses crimes foram cometidos pela ausência de proteção por parte dos moradores, que têm como hábito deixar portas abertas e fazer pagamentos em dinheiro na propriedade, hábitos que foram explorados negativamente por pessoas próximas a esses produtores, que se aproveitaram da ausência de vigilância. Temos várias informações e estamos trabalhando com suspeitos. Além disso, intensificamos operações e abordagens nessa região para que esse número retorne a patamares normais. É um momento isolado e que rapidamente vai passar”.
Sobre a solicitação de um posto da PM para o bairro, o comandante informou que a polícia não trabalha mais com postos policiais, mas que a PM está atuando para tentar atender as solicitações das comunidades.

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