Recusa familiar é principal fator para baixo índice de doações de órgãos

Recusa familiar é principal fator para baixo índice de doações de órgãos

A fila de espera por transplantes de órgãos no país tinha, em 2015, cerca de 41 mil pessoas. Em Juiz de Fora, apesar de atingir proporções menores, o número de pessoas que aguardam a possibilidade de receber um órgão por meio de transplante ainda é grande. Atualmente, segundo dados do MG Transplantes, 306 pessoas aguardam para fazer transplante de rim na cidade.


Apesar de as campanhas de conscientização sobre a necessidade da doação de órgãos terem aumentado nos últimos anos, o número de doações vem caindo, como explica o médico regulador do MG Transplantes, Rafael Rabello. “Essas doações vêm caindo no país inteiro. Em 2015, tinha uma média de 14 doações por um milhão de pessoas. A previsão para 2016 seria de 16 por milhão. No entanto, os dados do primeiro trimestre demonstraram que essa quantidade caiu para 13”.


De acordo com Rabello, em Minas Gerais, o número de doações atingiu nove milhões, e o dado também foi menor na Zona da Mata. “Em Minas Gerais tivemos uma queda de 20% em relação ao ano passado. Na Zona da Mata também houve uma queda, que reflete a queda generalizada em todo o país. No estado, cerca de 2.600 pessoas aguardam um transplante de rim”.


Segundo Rabello, o principal motivo para o baixo número de doações é falta de notificação, além da recusa da família, que tem que autorizar a doação. “Percebemos a subnotificação no dia a dia bem nítido, com pacientes em potencial que não são notificados para que a doação seja feita. O outro problema importante é a recusa familiar, que gira em torno de 45% e 50%”.


O médico explica que para que a doação seja feita, a família é a responsável por autorizar a doação. Os cônjuges são procurados para efetuar a autorização ou um parente de segundo grau. “Para a doação, a autorização familiar é o documento que tem valor. Nenhum outro documento assinado pela pessoa em vida autoriza a doação”.


A doação pode ser feita por pacientes que morreram com o diagnóstico de morte encefálica caso não haja contraindicação como infecção por vírus HIV ou tumores, por exemplo.

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