Polícia Civil incinera 600kg de drogas apreendidas em três anos de operações

Polícia Civil incinera 600kg de drogas apreendidas em três anos de operações

A Polícia Civil (PC), por meio da Delegacia Especializada Antidrogas, realizou o procedimento de incineração de 125kg de cocaína e 475kg de maconha no forno elétrico da siderúrgica ArcelorMittal. O equipamento foi utilizado para o procedimento, que aconteceu na manhã dessa quarta-feira, 9, contando com a presença da Vigilância Sanitária. De acordo com o titular da delegacia Antidrogas, Rogério Woyame, o material é fruto de três anos de operações.
“Essas drogas são resultado de mais de 300 processos. Em cada um deles, pode haver de dois a três tipos de drogas diferentes. Desse total, cerca de 400 laudos estão reunidos, sendo que em muitos deles há a presença de mais de dois laudos”, explicou Woyame. Segundo ele, o material fica na delegacia, sem um local específico para ser destinado, e deve ser descartado para abrir espaço para novas ações.
Além disso, o delegado salienta que era preciso pensar também na destinação correta do material. “É um material que fica dentro da delegacia, que causa problemas de saúde para o efetivo e, quanto antes for possível retirar, melhor. Além disso, dá certeza para a Justiça de que o material teve a destinação correta, que é a incineração. Tirá-lo da delegacia é garantir também que não haverá qualquer tipo de desvio ou assalto”, comentou.
Conforme o engenheiro metalúrgico, Lucas Siqueira, o material é colocado no cesto, onde é incinerado. “A droga entra em contato com o aço líquido em torno de 1.600°C e, uma vez em contato, volatiza. Dessa maneira, trazemos benefício para a sociedade, fora que tira o material dos consumidores. Não sofremos impacto nem no processo (de incineração) e nem há prejuízo no material final. As drogas entram junto com a sucata a ser fundida no forno elétrico”.
De acordo com o delegado regional da Polícia Civil, Luciano Vidal, é importante que boa parte das drogas incineradas sejam aquelas com alto valor de venda, como a cocaína ‘nine-nine’ com 99% de pureza, e a maconha prensada. “É muito significativa a quantidade, principalmente, se verificarmos o valor da droga, que soma um total de quase R$1 milhão. Essa é a primeira queima desta monta este ano. Isso exige uma logística complexa, que tem um custo alto para nós. Por isso, juntamos durante um tempo para chegar a trazê-lo para a incineração. Fazemos com a presença da Vigilância Sanitária, respeitando o que é exigido na Lei Antidrogas”, destaca.

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