Juiz-foranos optam por marmita como opção mais barata e saudável

Juiz-foranos optam por marmita como opção mais barata e saudável

Passar o dia todo fora de casa, seja por conta do trabalho ou para estudar, pode sair um tanto caro. Apesar das variadas opções às quais os juiz-foranos têm acesso, com o aumento da inflação e de tarifas de produtos básicos que mexem com o bolso do consumidor, é cada vez mais difícil manter o hábito de se alimentar fora de casa. Na tentativa de economizar, muitas pessoas apelam para a marmita.
É o caso da jornalista Marianna Leão. Ela conta que, apesar de ter opções de delivery para almoçar, preparar a comida em casa e levar para o trabalho acaba saindo bem mais barato. “Levo comida de casa porque se eu for comprar marmita todo dia, independente do lugar, mesmo que seja barato, acabo querendo comprar um suco ou uma sobremesa, e posso acabar extrapolando e gastando um pouco a mais. Gasto uma média de R$30 por semana fazendo comida em casa, rende muito mais e gasto muito menos”.
Apesar de se preocupar com a saúde, Marianna explica que tem dificuldades em montar uma marmita completamente saudável, e acaba optando pela praticidade. “Tento manter uma alimentação saudável, mas quando vou comprar algo que estraga muito rápido, como vegetais, sempre acabo deixando para depois, pois penso que, para comer sozinha em uma semana, vai estragar. Assim, sempre deixo para a próxima semana”.
Já a estudante Larissa Alves conta que passa o dia inteiro na faculdade, e acaba tendo que optar pela marmita porque não quer depender do restaurante universitário ou de outros estabelecimentos, por conta do valor. “Não gosto da comida do restaurante universitário e, em outros restaurantes mais acessíveis, a gente fica desconfiado. Acabo tendo mais controle daquilo que estou comendo”.
Larissa ainda comenta que, na hora de arrumar a comida, se preocupa em manter a salada e alimentos mais frios em outro recipiente, para manter a qualidade dos alimentos. “Prefiro montar separado, com o arroz e o feijão de um lado, junto com a carne, e quando levo salada, coloco em um potinho à parte, para ficar mais organizado e deixar a salada melhor para comer”.
O hábito é uma das orientações de Sther Brum, nutricionista clínica e funcional. Segundo ela, para melhor conservação da comida, o ideal é manter os alimentos de temperaturas diferentes em recipientes separados. “É interessante separar os alimentos para preservar a qualidade. Além disso, fica difícil para aquecer os alimentos quentes durante o consumo quando tem alimentos frios no mesmo recipiente. Quanto menos alimentos forem colocados juntos, é melhor”.

Segundo a nutricionista, outros cuidados também podem ser essenciais no momento de colocar a comida nos recipientes que serão utilizados. “Deve-se observar se a vasilha onde a comida será colocada não é feita de plástico que contém biosfenol, principalmente se a pessoa for aquecer, pois pode liberar essa substância, que é tóxica. Outro cuidado é colocar o recipiente na geladeira assim que chegar ao local de trabalho, e retirar na hora de comer”.
Sobre a alimentação feita nos restaurantes, a nutricionista explica que, ao servir, acaba-se colocando no prato mais do que realmente se come, devido à variedade encontrada no cardápio. “No restaurante, muitas das vezes o consumidor não consegue personalizar as quantidades de acordo com o que é recomendado. Os atrativos são muitos, e a chance de encontrar coisas que gosta muito é grande, e a gente fica tentado a sempre comer uma porção. Isso acaba virando uma rotina, e a pessoa perde o direcionamento da dieta. Hoje já existem serviços que fazem marmitas personalizadas, por exemplo, que contribuem para o cumprimento da dieta de acordo com as necessidades de cada um”.

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