Inscrições para o programa da UFJF contra perda de memória dos idosos estão abertas

Inscrições para o programa da UFJF contra perda de memória dos idosos estão abertas

O Polo de Enriquecimento Cultural para a Terceira Idade da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) abriu inscrições para mais uma edição dos programas de treinamento de memória. Ao todo, são oferecidas 45 vagas para idosos a partir dos 60 anos. As inscrições podem ser realizadas até esta sexta-feira, 2, presencialmente, na sede do Polo, localizado na Avenida Barão do Rio Branco, nº 3.372, centro, ou pelo telefone (32) 3215-4694.

As atividades serão desenvolvidas entre os dias 6 de março e 19 de julho, em parceria com a equipe do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (Siass), por meio do projeto de extensão da UFJF “Memória e Qualidade de Vida”. O programa foi elaborado através da pesquisa “Efeitos de um Treinamento da Memória de Curto Prazo na qualidade de vida de idosos saudáveis”.

Durante o período em que trabalhava como psicóloga, a pesquisadora Eunice Maria Godinho percebeu que a maioria dos idosos que procurava auxílio estava preocupado com a maneira como envelheciam e o medo de perder a memória. “Eles ficavam angustiados, ansiosos e questionavam principalmente se estavam sujeitos a ter Alzheimer”, lembra.

A partir do andamento da pesquisa, implantada em 2014, Eunice pretende mostrar que o envelhecimento sadio repercute positivamente na saúde como um todo. “O idoso autônomo e funcional por mais tempo, reflete no sistema de saúde, que vai receber menor demanda dessa parcela. Um idoso que se lembra de tomar medicação, se alimentar, vai se manter mais saudável e exigirá menos da saúde, provocando impacto social e econômico. Com base nos resultados obtidos, quero mostrar que essa assistência é benéfica para toda sociedade”, reforça.

ETAPAS DO PROJETO

Neste ano, o projeto se desenvolverá em dois grupos: A e B. O A é voltado para o “Treinamento da Memória de Curto Prazo”, com 20 vagas disponíveis, em que as atividades serão realizadas às quartas-feiras, do dia 7 de março até o dia 13 de junho. Este grupo apresenta a seguinte estrutura: parte informativa, exercícios para o treino da atenção, exercício de relaxamento e exercícios específicos para o treino da memória de curto prazo.

Já o grupo B é voltado para o “Treinamento com Atividades Socializadoras”, com 25 vagas. As ações acontecem às terças-feiras, tendo início no dia 6 de março e fim no dia 19 de junho. Estão programadas parte informativa e parte prática, tratando de assuntos variados de interesse do idoso, tais como a importância do convívio social, relaxamento, benefícios da atividade física, autoestima, Código de Defesa do Consumidor, envelhecimento ativo, nutrição, estigma social, e benefícios da biodança para a saúde física e mental do idoso. Cada grupo terá 15 encontros semanais, sempre das 15h às 16h30, no Polo.

AUTONOMIA

A aposentada Sandra Maria Ferreira Leite, de 68 anos participou de uma edição do projeto. Ela afirma que os conceitos trabalhados lhe proporcionaram uma nova forma de enxergar o envelhecimento. “O trabalho bate de frente com o preconceito de que a partir de 60 anos o ser humano não tem capacidade de fazer algumas coisas, como dirigir, criar algum projeto. Os conceitos melhoraram meu dia a dia”, revela.

A dica, segundo ela, é que outros idosos participem e se desafiem. “O benefício é imenso e você sente o retorno. A pesquisa tem todos os subsídios para ajudar as pessoas a envelhecerem de forma sadia. Ela também evidencia que o ser humano tem que ter a vida ativa após os 60. Ele pode ler, ouvir músicas, dançar, e aproveitar essa fase da vida em que não temos tantos compromissos, como bater ponto no trabalho ou entrar no ônibus na hora certa”, diz.

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