Obras continuam e Hospital João Penido não atende casos de urgência

Obras continuam e Hospital João Penido não atende casos de urgência

O atendimento de urgência e emergência do Hospital Regional João Penido continua suspenso. O motivo, segundo a direção da unidade de saúde, é a realização de uma obra de expansão iniciada em 2012. A previsão de término é para o início do segundo semestre de 2016. Com isso, a administração do hospital espera implementar, na unidade, um novo programa de atendimento aos pacientes.


O objetivo é tornar o antigo atendimento ambulatorial, feito nos casos de urgência e emergência, em um Centro de Especialidades Médicas (CEM). O novo projeto visa atender casos incluídos no chamado setor secundário, quando o paciente necessita de uma atenção especializada.


De acordo com o diretor do Hospital Regional João Penido, Renê Matos, este novo modelo de atendimento se diferencia do que era feito antes do início das obras. “Antes, o João Penido fazia o que era função das Unidades Básicas de Saúde (UBS), realizando atendimentos no setor primário. Contudo, nossa estrutura não é para atender esses casos, ela seria para atender algo mais diferenciado, que demanda um trabalho especializado”.


O CEM ainda é um projeto experimental e está sendo testado em Pirapora, no Norte de Minas Gerais. A ideia de implementar o modelo no Hospital Regional partiu após uma discussão junto à Superintendência de Regional de Saúde (SRS). Representantes da pasta estiveram em Juiz de Fora, cerca de duas semanas atrás, e conversaram com a administração do João Penido sobre o projeto. “O CEM não é de Juiz de Fora, é regional e vai atender 37 cidades da região, que inclui a microrregião de saúde de Santos Dumont, Juiz de Fora, Bicas e São João Nepomuceno”, esclarece Matos.


Por isso, a discussão sobre a utilização do modelo precisa ser negociada com diversos órgãos e prefeituras. Entre eles, a direção do Hospital Regional junto à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), a Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Secretaria de Saúde, como de outras cidades incluídas na região atendida pelo João Penido. Durante todo o processo de elaboração do projeto, a direção do hospital contará com o apoio da SRS.


Segundo Matos, a união de unidades de saúde, por meio de parcerias, será algo fundamental para evitar a superlotação do Hospital Regional. “Na região há vários hospitais pequenos que podem ser parceiros, com uma gestão única do CEM, que poderia usar a estrutura, por exemplo, do Hospital de Rio Novo, de Andrelândia, São João Nepomuceno ou Mar de Espanha”, explica.


Nesta quinta-feira, 17, a direção do hospital iria formular uma proposta e realizar um cadastro que, posteriormente, será encaminhado ao Governo do Estado no dia 31 deste mês. Matos explica que caso o CEM seja aprovado, ele só será colocado em prática ao fim das obras realizadas na unidade de saúde. A expectativa é que o hospital tenha entre quatro e cinco meses para a implementação do projeto. “O financiamento do CEM é feito pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde e o pelo Governo do Estado”, destaca.


Em fevereiro, o Conselho Tutelar de Juiz de Fora encaminhou um ofício ao Ministério Público pedindo a reabertura do atendimento do setor de urgência e emergência do hospital. Na época, o promotor de Defesa de Saúde do município analisou o documento e decidiu elaborar um ofício para reiterar a solicitação feita pelo Conselho Tutelar.


Segundo o Ministério Público, o documento já foi enviado ao Hospital Regional João Penido. Contudo, a unidade de saúde não respondeu o documento. De acordo com a Promotoria de Defesa da Saúde, a instituição poderá responder até a próxima semana. O diretor do hospital informou que não recebeu nenhum ofício por parte do Ministério Público, e declarou que teria respondido prontamente caso tivesse.

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