Estudo deve ser feito para identificar tipos de dengue em JF

Estudo deve ser feito para identificar tipos de dengue em JF

O prefeito Bruno Siqueira se reuniu com a imprensa na tarde dessa quinta-feira, 10, para prestar esclarecimentos a respeito de notícias relacionadas à dengue em Juiz de Fora. Segundo a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), alguns juiz-foranos estariam repassando informações incoerentes em redes sociais, em conflito com os dados oficiais. Uma das informações seria sobre um hospital da cidade que estaria registrando cerca de um óbito por dengue por dia.


Durante o encontro, o prefeito informou que o processo para identificar os casos de dengue, principalmente os óbitos em decorrência da doença, precisam passar por ampla verificação. “As mortes são investigadas por meio de um ciclo, uma análise do histórico do paciente, verificando informações com os familiares. Posteriormente, isso é levado ao estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte, onde o governo faz uma análise para, finalmente, ter a confirmação”, explicou Bruno.


Segundo a Prefeitura, até o momento, 4.890 casos de dengue já foram confirmados pela Secretaria Municipal de Saúde. Entre eles, estão oito óbitos em decorrência da doença. Contudo, o governo estadual ainda não confirmou esses dados, possivelmente pelo fato de diversas cidades mineiras estarem em estado de epidemia. O governo estadual reconheceu, até o fechamento desta edição, 3.142 pessoas infectadas no município e 14 óbitos por dengue no estado, seis deles em Juiz de Fora, além de confirmar a investigação de outros 60 casos possíveis, entre eles, dois já confirmados pela PJF.


O prefeito explicou que, mesmo após um médico atestar em uma certidão de óbito que um paciente faleceu em decorrência da dengue, isso não significa uma confirmação oficial. Essa situação acontece independente do paciente ter sido atendido na rede de saúde pública ou privada. Por isso, todos os casos devem passar por investigação. “É preciso constatar se essa pessoa faleceu em decorrência da dengue ou de outra doença contraída anteriormente”, destacou.


Na terça-feira, 8, representantes do estado estiveram na cidade para orientar os profissionais da área da saúde. “Realizamos uma parceria para que eles pudessem verificar, inclusive nos hospitais particulares, se os procedimentos que estão sendo realizados são adequados. Após a visita foi confirmado que todos são feitos corretamente”, afirma o prefeito.


Ele ressaltou que o encontro foi muito importante para o enfrentamento do Aedes aegypti, pois “muitos insumos, medicamentos e tratamentos realizados em pacientes com dengue são fornecidos pelos governo federal e estadual. Por isso, essa interação com rede particular, onde os óbitos estão acontecendo, é muito importante para que tenhamos um melhor tratamento das pessoas infectadas pelo Aedes”.


De acordo com o prefeito, estudos apontam que, possivelmente, existem quatro tipos diferentes de dengue. “A princípio, o tipo de vírus que circula na cidade é diferente do que está em Belo Horizonte, onde temos mais de 40 mil casos notificados, por exemplo. Parece que o tipo de dengue que está em Juiz de Fora afeta mais os adultos e a terceira idade, mas isso não significa que crianças e jovens estão imunes”, destaca o prefeito.


Uma análise do vírus que circula na cidade será feita nos próximos dias. Contudo, não há previsão para a divulgação do estudo. “O isolamento do vírus não é feito de uma forma rápida. A característica das pessoas que estão ficando doentes, seja por zika ou por dengue, é que direcionam para a identificação de qual é o tipo de vírus com o qual se lida”, explica Bruno.


De acordo com ele, para acompanhar a situação da dengue é importante estar atento aos canais de comunicação oficial. “Qualquer informação por meio de redes sociais pode levar a um pânico desnecessário, porque se a gente ficar vendo canais de comunicação paralelos, não vamos ter as informações corretas”.


O plano de ação de combate à proliferação do Aedes aegypti estará, nas próximas semanas, mais concentrado nos bairros da região Sul. Nesta fase, a região tem um grande número de casos e, por isso, demanda uma atenção maior.

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