Número de indenizações por invalidez de crianças chama atenção para medidas de prevenção

Número de indenizações por invalidez de crianças chama atenção para medidas de prevenção

Números nacionais divulgados pela seguradora Líder do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat) indicam que foram pagas, só no ano passado, 1.416 indenizações por invalidez permanente e 43 por morte de crianças menores de sete anos que eram transportadas em motocicletas.


Ainda de acordo com o levantamento feito pela Seguradora Líder –Dpvat, do total de indenizações pagas por acidentes, pelo menos 76%, o que corresponde a 497.009 casos, corresponde por situações que envolvem motocicletas, enquanto automóveis são responsáveis por 19% das indenizações. Além disso, dos acidentes causados por motocicletas, 83% causam invalidez permanente, 4% resultam em mortes e 13% terminam em reembolso de despesas hospitalares.


A frota de motocicletas em Juiz de Fora, conforme o Departamento de Trânsito em Minas Gerais (Detran), soma 31.555 veículos. Junto com os ciclomotores e motonetas, o número chega a 35.866 veículos, 14,87% do total da frota. Diante do número de motos, assim como a vulnerabilidade dos condutores, que estão mais expostos do que os condutores de outros veículos, o tenente Rodrigo Oliveira, comandante do Pelotão de Trânsito da 4ª Companhia de Missões Especiais da Polícia Militar, reforça a necessidade do aumento dos cuidados na condução, especialmente no caso do transporte de crianças na garupa.


“Crianças a partir dos 11 anos podem andar em motocicletas, desde que possuam estatura suficiente para se posicionar no veículo. O uso do capacete, assim como para qualquer outra idade, é obrigatório. No entanto, é preciso atenção, porque não adianta usar capacete de adulto em crianças. O equipamento precisa ser adequado para o tamanho delas”, explica Oliveira. Ele acrescenta que, mesmo com esses cuidados, há acidentes que podem acontecer, tanto ao subir quanto ao descer da moto, como em casos em que o escapamento quente encosta nas pernas e causa queimaduras, por exemplo.


O tenente ainda reforçou que é preciso verificar se a criança possui condições de se equilibrar sobre o veículo. “Por conta da maior exposição que há nas motos, o risco de uma criança vir a falecer em um acidente é muito grande, caso ela não tenha o equilíbrio sobre a garupa. Inclusive, há multa prevista para quem conduz crianças no carona sem as precauções devidas. Em casos onde há irresponsabilidade do condutor, ele pode ser responsabilizado”, reforça.


A orientação para os motociclistas é de que, em hipótese alguma, insistam em transportar menores de 11 anos caso a altura não seja compatível, ou que elas não tenham condições de se equilibrar. “Vale reiterar que a condução segura, respeitando a sinalização e as regras de trânsito, assim como evitar ultrapassagens perigosas, devem ser praticados por todos os condutores, especialmente, aqueles que levam crianças na garupa, para não expô-las a riscos desnecessários”, encerra.

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